sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Jogo de Conchas na Grande Nuvem de Magalhães

Crédito: John Gleason

Uma visão sedutora nos céus do hemisfério sul, a Grande Nuvem de Magalhães é aqui vista através de filtros de banda estreita. 

Os filtros são desenhados para transmitir apenas luz emitida pelos átomos ionizados de enxofre, hidrogénio e oxigénio. Ionizados por luz estelar energética, os átomos emitem a sua luz característica à medida que os eletrões são recapturados e os átomos transitam para um estado de energia mais baixo. 

Como resultado, esta imagem a cores falsas da Grande Nuvem de Magalhães parece coberta com nuvens, em forma de concha, de gás ionizado em redor de estrelas jovens e massivas

Esculpidas pelos fortes ventos estelares e por radiação ultravioleta, as nuvens brilhantes, dominadas pela emissão do hidrogénio, são conhecidas como regiões H II (hidrogénio ionizado). 

Ela mesma composta por muitas conchas sobrepostas, a Nebulosa da Tarântula é a grande região de formação estelar no centro superior. Uma galáxia satélite da Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães mede aproximadamente 15.000 anos-luz de diâmetro e está a apenas 180.000 anos-luz de distância na direção da constelação Dourado.


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

NGC 6357: "País das Maravilhas" Estelar

Crédito: Raios-X - NASA/CXC/PSU/L. Townsley et al; Ótico - UKIRT; Infravermelho - NASA/JPL-Caltech

Por razões desconhecidas, NGC 6357 está a formar algumas das estrelas mais massivas já descobertas. Este complexo "país das maravilhas" de formação estelar consiste de vários filamentos de gás e poeira em redor de grandes cavidades de enxames estelares massivos. 


Os padrões intricados são provocados por interações complexas entre ventos interestelares, pressões de radiação, campos magnéticos e gravidade. 


A imagem acima inclui não apenas a luz visível obtida pelo Telescópio UKIRT no Hawaii (azul) como parte dos Levantamentos SuperCosmos, mas radiação infravermelha do Telescópio Espacial Spitzer (laranja) e raios-X do Observatório de raios-X Chandra (rosa). 


NGC 6357 abrange cerca de 100 anos-luz e encontra-se a aproximadamente 5500 anos-luz na direção da constelação de Escorpião. Daqui a 10 milhões de anos, as estrelas mais massivas atualmente observadas em NGC 6357 terão explodido. 


NGC 6357 é um aglomerado aberto com nebulosa na direção da constelação de Scorpius.



terça-feira, 29 de novembro de 2016

Arp 240: Uma Ponte Entre Galáxias Espirais

Crédito: NASA, ESA, Telescópio Espacial Hubble; Processamento e direitos de autor: Chris Kotsiopoulos

Porque é que existe uma ponte entre estas duas galáxias espirais?

Formada por gás e estrelas, a ponte fornece forte indícios de que estes dois imensos sistemas estelares passaram perto um do outro e sofreram marés violentas induzidas pela gravidade mútua.

Conhecidas em conjunto como Arp 240mas individualmente como NGC 5257 e NGC 5258, os modelos de computador e as idades dos enxames estelares indicam que as duas galáxias completaram uma primeira passagem perto uma da outra há apenas mais ou menos 250 milhões de anos atrás.

As marés gravitacionais não só afastaram matéria, como comprimiram o gás, provocaram formação estelar em ambas as galáxias e a ponte invulgar.

Pensa-se que as fusões galácticas são comuns e Arp 240 representa um instantâneo de uma etapa breve neste processo inevitável. O par Arp 240 está a cerca de 300 milhões de anos-luz de distância e pode ser visto com um pequeno telescópio na direção da constelação de Virgem.

Passagens íntimas e repetidas deverão resultar numa fusão, com o surgimento de uma única galáxia combinada.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

NGC 7635: Bolha num Mar Cósmico

Crédito: Sébastien Gozé

 
"Aparentemente à deriva num mar cósmico de estrelas e gás brilhante, a aparição flutuante e delicada nesta imagem de campo largo está catalogada como NGC 7635 - a Nebulosa da Bolha.

Com uns meros 10 anos-luz de diâmetro, a pequena Nebulosa da Bolha e o maior complexo de gás interestelar e nuvens de poeira encontram-se a cerca de 11.000 anos-luz de distância, estendendo-se entre as constelações parentais de Cefeu e Cassiopeia.

Também incluído nesta vista de tirar o fôlego, está o enxame estelar M52 (canto superior esquerdo), a uns 5000 anos-luz de distância. A imagem em destaque abrange cerca de dois graus no céu, correspondendo a mais ou menos 375 anos-luz à distância estimada da Nebulosa da Bolha.

http://apod.nasa.gov/apod/image/1611/Bubble_Goze_1600.jpg
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