quinta-feira, 27 de outubro de 2011

M 052 - NGC 7654 - Enxame Aberto Constelação de Cassiopéia



M52 é um enxame aberto descoberto por Charles Messier em 1774.
 Situa-se a cerca de 5,000 anos-luz na direcção da constelação de Cassiopeia.
Com uma magnitude de 7.3, é possível observá-lo de binóculos.
Crédito: Robert Gendler






Nebulosa da Bolha
The Bubble and M52
Credit & Copyright: Tony Hallas

Explanation: To the eye, this cosmic composition nicely balances the Bubble Nebula at the upper right with open star cluster M52.

The pair would be lopsided on other scales, though. Embedded in a complex of interstellar dust and gas and blown by the winds from a single, massive O-type star, the Bubble Nebula (aka NGC 7635) is a mere 10 light-years wide.

On the other hand, M52 is a rich open cluster of around a thousand stars.

The cluster is about 25 light-years across. Seen toward the northern boundary of Cassiopeia, distance estimates for the Bubble Nebula and associated cloud complex are around 11,000 light-years, while star cluster M52 lies nearly 5,000 light-years away.

Movimento das Estrelas Polares

Nuvens da Manhã

Explosões escuras em Galáxias

NGC 1999 - Nebulosa de Reflexão

A sul da grande região de formação conhecida como Nebulosa de Orionte, situa-se a brilhante nebulosa de reflexão azul NGC 1999.

Crédito: Adam Block, Mt. Lemmon SkyCenter, U. Arizona

Também na fronteira do complexo de nuvens moleculares de Orionte, a uns 1500 anos-luz de distância, a iluminação de NGC 1999 é providenciada pela estrela variável embebida V380 Orionis.

A nebulosa é marcada pela forma de um T deitado e escuro perto do centro nesta grande vista cósmica que cobre mais de 10 anos-luz. Pensava-se que esta forma escura era uma nuvem de poeira obscurecente, vista em silhueta contra a brilhante nebulosa de reflexão.

Mas recentes imagens no infravermelho indicam que a forma é provavelmente um buraco dentro da própria nebulosa, "soprado" por estrelas jovens e energéticas. De facto, esta região contém muitas destas estrelas que produzem jactos e fluxos e que criam ondas de choque luminosas.

Catalogados como objectos Herbig-Haro (HH), em nome dos astrónomos George Herbig e Guillermo Haro, os choques aparecem como vermelho-vivo nesta imagem que inclui HH1 e HH2 mesmo por baixo de NGC 1999. Os jactos estelares e fluxos empurram o material em redor a velocidades de centenas de quilómetros por segundo.





Uma brilhante e poeirenta nebulosa contrasta dramaticamente com uma nebulosa escura nesta imagem do Telescópio Espacial Hubble, registada pouco tempo depois da missão orbital de serviço de Dezembro de 1999.

A nebulosa, catalogada como NGC 1999, é uma nebulosa de reflexão, que brilha ao reflectir a luz de uma estrela vizinha. Ao contrário das nebulosas de emissão, cujo brilho avermelhado deriva dos átomos excitados do gás, as nebulosas de reflexão têm um tom azulado pois a poeira interestelar preferencialmente reflecte a luz estelar azul. Embora a nebulosa de reflexão mais famosa seja a que rodeia o enxame estelar aberto das Plêiades, a iluminação estelar de NGC 1999 provém da estrela variável V380 Orionis, vista aqui mesmo para a esquerda do centro. Extendendo-se para a direita do centro, a nebulosa escura é na realidade uma condensação de uma nuvem molecular de gás frio e poeira tão espessa e densa que bloqueia a luz.

Da nossa perspectiva situa-se em frente da brilhante nebulosa, tendo como pano de fundo o brilho fantasmagórico da nebulosa. De certo que se irão formar novas estrelas dentro da nuvem escura, chamada glóbulo de Bok, à medida que a sua gravidade continua a comprimir o denso gás e poeira.

A nebulosa de reflexão NGC 1999 situa-se a 1,500 anos-luz de distância na direcção da constelação Orionte, a Sul da bem conhecida nebulosa de emissão, M42.
Crédito: Hubble Heritage Team (STScI) e NASA




HERSCHEL ENCONTRA UM BURACO NO ESPAÇO  


 
O telescópio espacial infravermelho da ESA, Herschel, fez uma descoberta inesperada: um buraco no espaço. O buraco deu aos astrónomos um surpreendente vislumbre do final do processo de formação de estrelas.

As estrelas nascem em nuvens densas de pó e gás que podem ser estudadas com detalhe graças ao Herschel. Apesar de já terem sido vistos jactos e ventos de gás vindos de estrelas novas, foi sempre um mistério a forma exacta como uma estrela usa isso para afastar o envolvente e emergir das sua nuvem de nascimento. Agora, pela primeira vez, o Herschel pode estar a observar um passo inesperado neste processo.

Uma nuvem de gás brilhante e a reflectir, conhecida como NGC 1999, está ao lado de uma parte preta do céu. Durante grande parte do século XX, estas manchas negras foram conhecidas como nuvens densas de gás e poeira que bloqueiam a passagem da luz.


NGC 1999: um verdadeiro buraco no espaço
Crédito: ESA/Consórcio HOPS
(clique na imagem para ver versão maior)

Quando o Herschel foi apontado nesta direcção para estudar as estrelas novas vizinhas, a nuvem continuou a parecer preta. Mas isto não devia acontecer. Os olhos infravermelhos do Herschel foram desenhados para ver por dentro das nuvens. Ou a nuvem era muito densa ou então alguma coisa estava errada.

Investigando mais ainda, usando telescópios terrestres, os astrónomos depararam-se com o mesmo, mas pensaram: esta mancha parece preta não por ser um denso amontoado de gás mas porque está verdadeiramente vazia. Alguma coisa fez uma buraco na nuvem. «Nunca tinha sido visto um buraco destes», diz Tom Megeath, da Universidade de Toledo, Estados Unidos. «É tão surpreendente como sabermos que temos buracos de minhocas no jardim e descobrir numa manhã que estes se transformaram num gigantesco buraco.»

Os astrónomos pensam que o buraco deve ter-se aberto quando os jactos de gás de algumas das estrelas jovens na região furaram o lençol de pó e gás que formam NGC 1999. A radiação poderosa de uma estrela madura vizinha pode também ter ajudado a limpar o buraco. Qualquer que seja a cadeia precisa de eventos, pode ser um importante vislumbre acerca da forma como as estrelas recém-nascidas dispersam as suas nuvens de nascimento.

NGC 3621 - Galáxia

A galáxia brilhante NGC 3621, capturada com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio de 2,2 metros, instalado no Observatório do ESO de La Silla, Chile, parece ser um exemplar perfeito de uma espiral clássica. No entanto, é bastante invulgar: esta galáxia não tem bojo central e é por isso descrita como uma galáxia de disco puro.


Imagem obtida pelo instrumento WFI da galáxia NGC 3621.
Crédito: ESO, Joe DePasquale
(clique na imagem para ver versão maior)

NGC 3621 é uma galáxia espiral situada a cerca de 22 milhões de anos-luz de distância na constelação da Hidra. É relativamente brilhante e pode ser observada com um telescópio de tamanho médio. Esta imagem foi obtida com o instrumento WFI (Wide Field Imager) acoplado ao telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, instalado no Observatório do ESO de La Silla, Chile. Os dados foram seleccionados, a partir de arquivo ESO, por Joe DePasquale, que participou no concurso Tesouros Escondidos. A imagem de NGC 3621 submetida por Joe ao concurso valeu-lhe o quinto lugar nesta competição.

A galáxia tem a forma de uma panqueca achatada, o que indica que ainda não interagiu de forma directa com outra galáxia, sofrendo por exemplo uma colisão galáctica, o que teria perturbado o fino disco de estrelas e criado um pequeno bojo no seu centro. A maioria dos astrónomos pensa que as galáxias crescem por fusão com outras galáxias, num processo chamado formação hierárquica de galáxias. Com o tempo este processo deverá criar bojos grandes no centro das espirais. Investigações recentes sugeriram, no entanto, que galáxias espirais sem bojo, ou de disco puro, como NGC 3621, são na realidade bastante comuns.

Esta galáxia torna-se igualmente interessante na medida em que, encontrando-se relativamente próxima, permite-nos estudar uma grande variedade de objectos astronómicos que se encontram no seu interior, incluindo maternidades estelares, nuvens de poeira e estrelas pulsantes, as chamadas variáveis Cefeidas. Estas últimas são utilizadas como marcos de distância no Universo. Nos finais dos anos 90, NGC 3621 foi uma das 18 galáxias seleccionadas para um Programa Chave do Telescópio Espacial Hubble: observar variáveis Cefeidas e medir a taxa de expansão do Universo com uma precisão maior do que a conseguida até então. Neste projecto, que correu bastante bem, foram observadas, apenas nesta galáxia, 69 Cefeidas.

Múltiplas imagens monocromáticas obtidas através de quatro filtros de cor diferentes foram combinadas para obter esta fotografia. Imagens obtidas com o filtro azul aparecem-nos a azul, imagens tiradas através do filtro amarelo-verde estão a verde e imagens obtidas através do filtro vermelho são laranja escuro. Adicionalmente, imagens tiradas através de um filtro que isola o brilho do gás de hidrogénio apresentam-se vermelhas. Os tempos de exposição totais por filtro foram de 30, 40, 40 e 40 minutos, respectivamente.



NGC 2170 - Nebulosa de Reflexão


Crédito: Adam Block, Mt. Lemmon SkyCenter, U. Arizona

Neste lindo quadro cósmico pintado com um pincel celeste, a nebulosa NGC 2170 brilha perto do canto superior esquerdo.

Refletindo a luz de estrelas quentes e vizinhas, NGC 2170 é acompanhada por outras nebulosas de reflexão azuis, uma região compacta e avermelhada de emissão, e correntes de poeira escura contra um fundo de estrelas.

Tal como os pintores cá na Terra, que escolhem pintar objetos comuns que encontramos em casa, as nuvens de gás, poeira e as estrelas quentes na imagem são também facilmente encontradas - uma gigante nuvem molecular de formação estelar na constelação do Unicórnio.

A nuvem molecular gigante, Mon R2, está incrivelmente perto, estimada a apenas 2400 anos-luz. A essa distância, este quadro mede cerca de 15 anos-luz de comprimento.





Crédito: Stefan Seip

Nesta espectacular imagem, a poeirenta nebulosa NGC 2170 brilha no canto superior esquerdo.

Refletindo a luz de estrelas quentes vizinhas, NGC 2170 é acompanhada por uma outra nebulosa de reflexão azul e uma compacta região vermelha de emissão, rodeadas por um cenário de estrelas.

Localizada na constelação de Unicórnio, a gigante nuvem molecular Mon R2 situa-se bem perto, numa distância estimada de apenas 2,400 anos-luz.



NGC 2170- Crédito: Russell Croman (Russell Croman Astrophotography)

Quando as estrelas se formam, reina o pandemónio. É o caso na região de formação estelar NGC 2170. Visíveis no topo estão regiões de emissão de hidrogénio vermelhas, regiões de reflexão azuis constituídas por poeiras, nuvens escuras de poeiras e gás e as estrelas que delas se formaram. À medida que as estrelas vão nascendo, vão soprando o gás da nebulosa que lhes deu origem até que, no final, o resultado seja um enxame de estrelas.




°ღ•ŦℛÁПП●•٠·˙ 24 fev 2011
Vendo tal maravilha penso que deus ainda não terminou sua criação.