domingo, 30 de outubro de 2011

Via Láctea & Luz Zodiacal

Crédito: Daniel López, IAC


Dois fundamentais planos do céu do planeta Terra competem pela sua atenção nesta magnífica imagem de ângulo largo, registada no dia 23 de Janeiro de 2009.

Percorrendo a abóbada noturna à esquerda está a linda banda da Luz Zodiacal - luz solar espalhada pela poeira no plano da eclíptica do Sistema Solar.

A sua oponente à direita é composta por tênues estrelas, nuvens de poeira e nebulosas ao longo do plano da nossa Via Láctea.

As duas bandas celestes situam-se por cima das cúpulas e torres do Observatório Teide na ilha de Tenerife.

Também em jogo nos pristinos e escuros céus das Ilhas Canárias, está o brilhante Vénus (esquerda e para baixo), a distante Galáxia de Andrómeda (perto do centro), e o esplêndido enxame das Plêiades (topo do centro).

Via Láctea por cima de Mauna Kea

Via Láctea por cima de Mauna Kea

Crédito: Wally Pacholka (TWAN)

Já alguma vez observou a banda da nossa Via Láctea? 
Num céu limpo a partir de um local escuro e à hora ideal, uma ténue faixa de luz torna-se visível pelo céu. Pouco depois dos nossos olhos se habituarem à escuridão, poderá avistar a Via Láctea pela primeira vez. Depois pode tornar-se óbvia. E depois espectacular.

Uma razão para o espanto crescente poderá ser a realização de que esta via estelar contém milhares de milhões de estrelas e é o disco da nossa própria galáxia espiral. Como nos encontramos dentro deste disco, a banda parece envolver a Terra. Visível na imagem, bem por cima no céu nocturno, a banda da Via Láctea forma um arco.

O brilhante ponto mesmo por baixo da banda é o planeta Júpiter. A paisagem terrestre contém a caldeira iluminada do vulcão Haleakala, localizado na ilha de Maui no Hawaii, EUA. Mais perto do horizonte situam-se nuvens e o enorme mas escuro vulcão Mauna Kea na Grande Ilha do Hawaii. Se nunca observou a Via Láctea ou reconheceu o planeta Júpiter, este ano poderá ter sorte.

Porque 2009 é o Ano Internacional da Astronomia, uma oportunidade para espreitar por uma janela que mostra o Universo e que pode estar a chegar perto de si.

Via Láctea nos céus da Turquia


Crédito: Tunç Tezel (TWAN)

À procura dos planetas e da Via Láctea no Verão, o astrónomo Tunç Tezel fez uma pequena viagem nocturna.

No último Sábado, após percorrer a estrada para Uludag, uma montanha perto de Bursa, Turquia, foi recompensado com esta espectacular imagem do céu a Sul.

Perto do centro*, o brilhante planeta Júpiter brilha mais que as luzes das cidades por baixo e que as estrelas da constelações de Sagitário.

Por cima dos picos das montanhas, nuvens em forma de arco parecem apontar para a própria aparição nebulada da Via Láctea, mergulhando no horizonte distante.

Em turco, Uludag significa Grande Montanha. Uludag era conhecida na Antiguidade como Mysian Olympus.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Hickson 44 em Leão


Crédito: Stephen Leshin

Ao procurar por galáxias no céu, o astrónomo canadiano Paul Hickson e seus colegas identificaram cerca de 100 grupos compactos de galáxias, agora apelidados apropriadamente de Grupos Compactos de Hickson.

As quatro proeminentes galáxias vistas nesta paisagem celeste pertencem a um tal grupo, Hickson 44, e estão a cerca de 100 milhões de anos-luz na direcção da constelação de Leão.

As duas galáxias espirais no centro da imagem são: NGC 3190, com os seus braços distorcidos de poeira, e NGC 3187 com a forma de um S.

Visível é também a galáxia elíptica NGC 3193 à direita, e juntas constituem o grupo Arp 316.

A espiral no canto superior esquerdo é NGC 3185, o quarto membro do grupo Hickson.

Tal como outras galáxias nos grupos de Hickson, estas mostram sinais de distorção e avançada formação estelar, evidências de guerras gravitacionais que eventualmente irão resultar em fusões galácticas numa escala de tempo cósmica.

Sabe-se agora que as fusões são parte normal da evolução das galáxias, incluindo a nossa própria Via Láctea. Para efeitos de escala, à distância estimada de Hickson 44, NGC 3190 mede mais ou menos 75.000 anos-luz de diâmetro.

NGC 3187 - Galáxia Espiral Barrada

NGC 3187 é uma galáxia espiral barrada (SBc/P) localizada na direcção da constelação de Leo. Possui uma declinação de +21° 52' 26" e uma ascensão recta de 10 horas, 17 minutos e 47,7 segundos.

A galáxia NGC 3187 foi descoberta em 1850 por William Parsons.(Wikipédia)
outras denominações
UGC 5556,
IRAS10150+2207,
MCG 4-24-25,
ARP 316,
ZWG 123.36,
VV 307,
HCG 44D,
PGC 30068




NGC 3187 e NGC 3190

pertencem ao grupo de galáxias chamado Hicksom 44 em Leão

Conjunção de Mercúrio, Vênus, Marte e Júpiter em Maio de 2011

Crédito: Luis Argerich

Após mais de um mês, o espantoso conjunto de quatro planetas, visíveis a olho nu nos céus ao amanhecer, está a chegar ao fim.

Mesmo assim, no dia 31 de Maio de 2011, a Lua juntou-se ao grupo, perto do horizonte a Este, para um espectáculo celeste final, capturado aqui nesta cena madrugadora a partir de uma praia perto de Buenos Aires, Argentina.

Uma imagem favorável da configuração para o hemisfério sul, a foto foi obtida cerca de 30 minutos antes do nascer-do-Sol. Em ordem, de baixo para cima, estão os errantes Mercúrio, Vénus, Marte e Júpiter, esticados ao longo do plano da eclíptica.

O crescente iluminado da Lua afunda-se no colorido lusco-fusco mesmo para a esquerda de Mercúrio. Durante os próximos dias, Marte e Júpiter vão continuar a subir enquanto Vénus e Mercúrio aproximam-se do horizonte e do Sol nascente.

Marte e Nebulosa de Órion